segunda-feira, 29 de outubro de 2018

LEI QUER EVITAR CONSUMO DE ÁLCOOL E CIGARRO POR GRÁVIDAS E LACTANTES


Bares e restaurantes precisam chamar atenção para o risco do consumo de bebida alcoólica e cigarro durante a gravidez e o período de amamentação. O alerta deve ser feito por meio de cartaz, conforme lei aprovada este ano na Assembleia Legislativa. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) frisa que as consequências para a criança podem ser irreversíveis.

Avaliando como positiva a Lei Estadual nº 16.315/2018, em vigor desde março, a representante da SBP Conceição Segre destaca que o álcool é a principal causa de retardo mental não congênito em crianças. “A substância fica no líquido amniótico, atuando em todos os tecidos em formação do feto, principalmente em células do Sistema Nervoso Central”, explica. É o líquido amniótico que envolve o bebê durante toda a gestação.
Frisando que “as consequências não têm cura, mas podem ser prevenidas com a  abstinência”, a médica pontua que “a lei é um avanço, porque a população precisa ser informada de que há riscos”. A consequência mais grave é a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), que pode trazer danos físicos e mentais, inclusive microcefalia.
Cigarro – Fumar também deve ser evitado. A pediatra explica que a principal consequência do cigarro é o baixo peso fetal. A importância de combater o tabagismo também tem respaldo em evidências de que fumar durante a gestação pode aumentar o risco de nascimento prematuro e até mesmo de aborto.

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