sábado, 22 de dezembro de 2018

CEIA DE NATAL MAIS CARA DO QUE EM 2017


A ceia do Natal este ano está mais cara do que a do ano passado. Segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, os itens que compõem a mesa natalina superaram a inflação geral de janeiro a dezembro, que foi de 4,09%, acumulando uma alta de 6,82%. Segundo o instituto, entre as justificativas para essa alta tão expressiva, ainda mais com uma economia em lenta recuperação, está a desvalorização da moeda brasileira em relação ao dólar, que além do contexto político brasileiro, ainda tem sua valorização pressionada pela instabilidade internacional. O resultado disso tudo, reflete na ceia dos brasileiros. Afinal, entre os itens que puxaram para cima a inflação, estão a farinha de trigo (+19,65%), bacalhau (+18,55%) e frango (+8,20%). 

De acordo com o economista da FVG, André Braz, em 2017, a situação estava mais favorável para os alimentos, que tiveram uma expressiva queda. Já na ceia deste ano, os itens mais procurados são os que sofrem direta ou indiretamente influencia do câmbio. Os importados, como o bacalhau e o trigo, a influência é direta. No caso do aumento das aves, vale lembrar que o alimento delas, o milho, por ser um commodities agrícola, acaba encarecendo o valor da ave que sempre foi uma alternativa às carnes típicas do Natal, que são geralmente mais caras.

 O vice-presidente da Associação Avícola de Pernambuco (Avipe), Edival Veras, comenta que além da questão cambio dos insumos essenciais para alimentar as aves, como o milho e a soja, que representam 70% do custo da produção, o período de entressafra desses commodities, que ocorre justamente no mês de dezembro, são fatores determinantes para o aumento do preço das aves. “Para se ter noção, o ano passado, o preço médio do quilo do milho era de R$35. Hoje, compramos por R$44. Já o farelo de soja, que comprávamos por R$1.400, está sendo vendido por R$1.600”, explica Veras, que completa dizendo que por conta desses fatores, fechará 2018 com uma queda de 1,8% na produção.

Por: Juliana Albuquerque

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