terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS VIRA ALVO DE DISPUTA NA ALEPE


Mesmo depois de fechado o acordo para que o Juntas (PSOL) assuma a presidência da Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular, na Assembleia Legislativa (Alepe), surgiu um rumor de que o entendimento não seja respeitado.

Segundo informações de bastidores, a bancada evangélica - representada no colegiado pelos deputados Clarissa Tércio (PSC), Adalto Santos (PSB) e Cleiton Collins (PP) - não estaria satisfeita com a indicação do mandato coletivo psolista para presidir o espaço e se disporia a bater chapa na reunião de instalação que ocorre nesta terça (12).

Responsável por presidir a reunião de instalação, na condição de membro mais votado da comissão, Cleiton Collins reforçou que respeitará o acordo firmado entre oposição e governo, mas disse que ainda desconhece qual é o entendimento, apesar de a indicação do Juntas ter sido divulgada na semana passada.

Tanto Clarissa quanto Collins negaram que houvesse movimento para dar um “golpe” na indicação do Juntas. “Eu abri mão da comissão. Até então, eu acredito que aquilo (golpe) ali foi da imaginação delas”, alega a deputada do PSC. “Não existe acordo, não. Existe uma imposição, o deputado Isaltino (Nascimento) ele nos impôs isso, impôs à oposição. Eu tinha interesse de disputar, sim”, dispara.

A presidência da comissão de Direitos Humanos era vista como um espaço importante para a bancada evangélica. Nesse colegiado, os deputados religiosos têm interesse de passar pautas conservadoras, além de barrar iniciativas da agenda progressista.

"Como, na Comissão de Direitos Humanos, a maioria é evangélico, a gente acredita que a Comissão foi entregue nas mãos de um grupo muito radical, representado pela deputada Jô (Cavalcanti, representante do Juntas no plenário)", afirma Clarissa. O mandato coletivo Juntas foi procurado, mas optou por não se pronunciar.

(Ulysses Gadêlha)

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